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Aerobrel: A Inclusão que Decola na Sala de Aula

O Aerobrel é uma criação do Núcleo Estadual de Apoio Pedagógico à Inclusão Escolar (NEAPIE), ligado à SRE Cariacica da SEDU-ES, e é produzido pelo Mundobrel com coordenação de Elaine Cristina, pedagoga do Neapie.

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Mais do que um jogo de tabuleiro, esta é uma poderosa ferramenta pedagógica bilíngue que concretiza o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), transformando a sala de aula regular em um ambiente de verdadeira inclusão e protagonismo estudantil. Criado para unir a Libras e a Matemática de forma lúdica, este recurso rompe barreiras ao colocar a comunicação em Libras e o raciocínio lógico no centro da dinâmica de grupo. Ao simular situações de Educação Financeira e Vida Autônoma, o Aerobrel incentiva que os estudantes surdos público-alvo da Educação Especial (AEE) assumam um papel de protagonismo, compartilhando sua língua e saberes, enquanto os colegas ouvintes aprendem Libras ativamente por meio da cooperação.

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Este jogo se estabelece como a ponte ideal para integrar, de forma natural e altamente engajadora, conteúdos essenciais do AEE ao currículo regular. O Aerobrel fomenta não apenas o desenvolvimento cognitivo e a autonomia, mas também a afetividade e a colaboração entre todos os alunos. Por sua flexibilidade, pode ser adaptado a diversas disciplinas, tornando-se uma ferramenta interdisciplinar e contínua que potencializa a atuação conjunta do professor regente, do professor bilíngue e do intérprete de Libras.

Sua jornada no Aerobrel começa agora!

Baixe, imprima e prepare sua sala de aula para o voo da inclusão e do aprendizado.

Pedagogia na Prática: Um Jogo, Três Caminhos de Aprendizagem

Sabemos que a inclusão exige intencionalidade pedagógica. Por isso, para garantir que o Aerobrel aterrisse com sucesso em sua escola, preparamos sugestões completas de Planos de Aula desenhados para diferentes contextos educacionais. Disponibilizamos roteiros específicos para: Professores Regentes atuarem em trabalho colaborativo com o professor bilíngue e o intérprete na sala regular; Professores Bilíngues utilizarem o jogo na Sala de Recursos Multifuncionais (SRM) com foco no Português como L2; e Instrutores Surdos, explorando o ensino da Libras como L1 através da literatura visual. O objetivo é oferecer um “mapa de voo” pronto para ser adaptado à realidade da sua turma.

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Plano de Aula para o Trabalho Colaborativo (Sala Regular)

O Aerobrel na Sala Regular: Libras e Matemática de Mãos Dadas

Nesta proposta de trabalho colaborativo, a sala de aula se transforma em um ambiente bilíngue onde o Professor Regente e o Professor Bilíngue atuam como co-regentes. Enquanto o regente media os conflitos e contextualiza os desafios matemáticos e de educação financeira do jogo com o currículo escolar , o professor bilíngue ensina ativamente a gramática e os sinais da Libras, permitindo que todos os alunos interajam visualmente. O intérprete de Libras completa essa tríade garantindo a acessibilidade linguística em todos os diálogos, fortalecendo a interação natural.

A metodologia divide a turma em pequenos grupos, incentivando papéis de liderança como o “Embaixador da Libras” (preferencialmente o aluno surdo) e o “Banco”. Durante a partida, os estudantes resolvem problemas contextualizados de ganhos, despesas e impostos , e utilizam as “Cartas de Pergunta” para praticar sinais relacionados à disciplina estudada. Essa dinâmica promove a integração curricular dos conteúdos de Vida Autônoma do AEE, garantindo que o estudante surdo tenha protagonismo e que a Libras seja vista por todos como uma língua de conhecimento e interação.

Professor regente, seu plano de aula está aqui!

Aerobrel na SRM: Do Tabuleiro à Escrita Criativa em L2

O Aerobrel no AEE: Português Escrito Como L2

Na Sala de Recursos Multifuncionais (SRM), o plano propõe que o professor bilíngue utilize o Aerobrel para transformar a experiência visual do jogo em competência escrita na Língua Portuguesa (L2). A metodologia guia o estudante surdo a jogar e, simultaneamente, transpor as ações do tabuleiro para a estrutura frasal do Português (Sujeito-Verbo-Objeto), trabalhando gramática e tempos verbais de forma prática e contextualizada.

Em um segundo momento, utilizando o Modernismo Brasileiro e a crônica de costumes como pano de fundo, o aluno é incentivado a conectar essas frases isoladas em um texto literário coeso e narrativo. Ao transformar a partida em uma crônica pessoal sobre “a viagem e os desafios financeiros”, o estudante exercita a coesão textual e o uso de conectivos, consolidando seu papel de protagonista e autor no processo de aprendizagem da língua escrita

Professor bilíngue, seu plano de aula está aqui!

Aerobrel na SRM: Da Crônica à Narrativa Visual

O Aerobrel no AEE: Aprendendo Libras Por Meio da Literatura Visual

Para os Instrutores Surdos, o plano propõe uma imersão na Libras como primeira língua (L1) através da tradução artística e semiótica. Utilizando a crônica “Azar no Amor, Sorte em Jogo” e o referencial teórico de Rachel Sutton-Spence, o instrutor é desafiado a transpor as metáforas do português escrito para a estética da Literatura Surda. O processo pedagógico envolve a decomposição do texto em roteiros visuais, explorando conceitos avançados como incorporação, classificadores e ritmo visual para criar uma “glosa literária” que respeite a gramática e a poética da língua de sinais.

A metodologia segue a “Tríade da Criação”: Roteirização, Performance e Edição. Nas aulas, o instrutor aplica técnicas de filmagem e edição (cortes, velocidade, enquadramento) para produzir um vídeo-poema ou narrativa visual que capture a ironia e a sensibilidade do texto original. Esta abordagem instrumentaliza o instrutor não apenas como um usuário da língua, mas como um artista e produtor de cultura, elevando o status da Libras e refinando a competência linguística e digital em sala de aula.

Instrutor surdo, seu plano de aula está aqui!

A Inclusão é uma Viagem Coletiva: Decole Conosco!

Com o Aerobrel, a inclusão deixa de ser apenas uma meta no papel e se torna uma prática viva, divertida e transformadora. Ao trazer a cultura surda, o raciocínio matemático e a educação financeira para o centro da sala de aula, não estamos apenas ensinando conteúdos; estamos formando cidadãos mais autônomos, empáticos e bilíngues. Agora, o plano de voo está em suas mãos. Baixe o material, envolva sua equipe e permita que seus alunos descubram que, no tabuleiro da educação, a maior vitória é aprender a voar juntos.

Boa viagem e um excelente jogo! ✈️

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Passeio

Em setembro de 2023 os alunos surdos de 20 escolas de Vila Velha participaram de uma aula de Skate com o professor Junior. Aproveitamos a oportunidade do passeio na Ponta da Fruta para trazê-lo para dentro da disciplina de português da professora Elizabeth Tostes na UMEF Professora Nice de Paula Agostini Sobrinho.

O Mundobrel desenvolveu um material bilíngue que foi aplicado em todos os alunos surdos da UMEF Professora Nice de Paula Agostini Sobrinho e disponibilizado para as demais escolas envolvidas. Nesse material os alunos puderam ter os comandos das atividades representados pelo Brel em sua língua materna, Libras. O Brel é um personagem ilustrado que dialoga em Libras com os alunos.

Mais do que se trabalhar o ensino da gramática o material didático “Passeio” se propôs a tornar o português escrito algo mais próximo do cotidiano dos alunos surdos. Sobre a importância da usabilidade da L2, Possenti (1996, p. 54) diz que:

Em outras palavras, se ficar claro que conhecer uma língua é uma coisa e conhecer sua gramática é outra. Que saber uma língua é uma coisa e saber analisá-la é outra. Que saber usar suas regras é uma coisa e saber explicitamente quais são as regras é outra. Que se pode falar e escrever numa língua sem saber nada “sobre” ela, por um lado, e que, por outro lado, é perfeitamente possível saber muito “sobre” uma língua sem saber dizer uma frase nessa língua em situações reais.

Para isso, dentro do caderno de atividades os alunos criaram legendas para fotos onde eles eram os protagonistas. O intuito foi mostrar para eles que o português está inserido em diferentes contextos da vida, inclusive no contexto social. Por meio da atividade “Passeio” a professora Elizabeth Tostes trabalhou em sua aula a importância de se escrever dentro da gramática normativa para que se tenha clareza na mensagem que queremos transmitir.

Foi percebido durante a aplicação do material que os alunos se sentiram incentivados a escrever em sua L2. A atividade contextualizada trouxe a experiência de vida dos alunos para dentro da sala de aula tornando o ensino mais familiar. O envolvimento entre os pares linguísticos tornou o trabalho ainda mais proveitoso. Foi perceptível o quanto o material bilíngue contribuiu para a aprendizagem dos alunos.

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