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Oi, Oi, Jorginho!

Conheça “Oi, Oi, Jorginho!”: A Série de Videolivros que Transforma

a Libras em Pura Arte e Poesia

O que acontece quando a literatura ganha vida não apenas pelas palavras, mas por meio das mãos, das expressões faciais e do corpo? A resposta está no “Mundobrel”, o universo fantástico do escritor, ilustrador e animador Gabriel Medeiros.

Contemplado no Funcultura – Edital 04/2023 – Valorização da Diversidade Cultural Capixaba, o projeto Oi, Oi, Jorginho! nasce para quebrar paradigmas na produção cultural infantil brasileira. Em uma internet onde a esmagadora maioria do conteúdo é produzida para crianças ouvintes, esta primeira coleção de videolivros inverte a lógica: é uma obra de arte pensada, criada e protagonizada na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Aqui, a acessibilidade é voltada para o público ouvinte, que é convidado a mergulhar na história por meio de narrações em português.

Ao longo de seis videolivros emocionantes, somos transportados para a casa da vovó Heloísa. Lá, a relação afetiva entre avó e neto se torna o palco principal para explorar o poder transformador da imaginação, das artes visuais e da cultura capixaba. Muito além de um projeto educativo, Oi, Oi, Jorginho! é uma celebração cultural que reconhece a criança surda como uma ávida consumidora de arte e fantasia.

Prepare a pipoca, chame a família inteira e embarque nas aventuras da primeira coleção de Oi, Oi, Jorginho!:

A imaginação não tem limites, nem mesmo no banco de trás de um carro! Enquanto seus pais surdos o levam para a casa da vovó Heloísa, Jorginho transforma a janela do veículo na moldura de uma grande aventura. Com os dedinhos caminhando pelo vidro, o menino salta sobre carros, anda de skate e desvia de ônibus até chegar ao seu destino. Um videolivro encantador sobre como a criatividade pode transformar o trajeto do dia a dia em uma brincadeira inesquecível.

A arte tem o poder de nos levar a lugares incríveis. Sentado no colo da vovó Heloísa no gramado do quintal, Jorginho admira as telas pintadas por ela. Em um piscar de olhos, o menino “entra” nas pinturas e, montado no beija-flor Moqueca, sobrevoa os maiores cartões-postais da cultura capixaba: o Convento da Penha, a Terceira Ponte, o Morro do Moreno, o Farol de Santa Luzia e a Pedra da Cebola. Uma verdadeira declaração de amor às belezas do Espírito Santo, mostrando que a arte é um espaço de pertencimento para todos.

Quando as luzes se apagam, a imaginação acende. Ao encontrar vagalumes na penumbra da casa da avó, Jorginho se senta sobre um livro e descobre que as páginas são portais. Em sua imaginação, ele cavalga em um carneiro pelas montanhas, hospeda-se em um grandioso hotel construído de livros e, no cenário mais encantador de todos, descobre como é morar dentro do coração amoroso de sua vovó. Uma viagem lúdica sobre as infinitas realidades que a literatura nos permite habitar

(Nota artística: Por uma escolha de direção e imersão literária, este videolivro não possui narração em áudio)

Jorginho pede que a vovó leia o livro “Menino Urso”, do qual ele ama as ilustrações, mesmo ainda não sabendo ler as palavras. Para transmitir ao espectador o exato sentimento que uma criança tem quando fica a sós com um livro – precisando decodificar a história pelas imagens –, este episódio foi concebido sem áudio falado. Na tela, o livro se abre para nós: acompanhamos a história de um Menino Urso que percebe que um dos ursinhos da floresta é surdo e decide contar uma história em Libras para que todos possam dormir. Uma aula silenciosa e poderosa sobre empatia, convivência e a beleza de entender a língua do outro.

Sendo uma criança CODA (filha de pais surdos), Jorginho está descobrindo o universo das letras e dos sinais. Para mostrar que a literatura começa dentro de casa, a vovó Heloísa inventa uma brincadeira mágica: usando uma lanterna, ela projeta sombras nas páginas de um livro fazendo as letras do alfabeto manual. Jorginho precisa juntar as letrinhas de sombra para descobrir qual é a fruta e, então, responder com o sinal em Libras. Um episódio sensível sobre como as brincadeiras em família são o primeiro e mais belo passo para a leitura de mundo.

O que fazer quando a chuva impede a brincadeira no quintal? A vovó Heloísa tem a solução perfeita: usar o vidro embaçado da janela como uma grande tela de pintura. No jogo de adivinhação dos desenhos, Jorginho descobre que a arte está em toda parte e que até mesmo um dia cinzento pode ganhar as cores mais vibrantes da imaginação. Um encerramento poético que prova que, com afeto, qualquer lugar é lugar para criar histórias.

Muito além da acessibilidade, um direito à Cultura

A arte forma a identidade de um povo, e é fundamental que a comunidade surda se veja representada não como uma cota de inclusão, mas como a protagonista e a inspiração primária das grandes obras.

O Mundobrel agradece imensamente à Secretaria de Cultura do Espírito Santo (Secult) e ao Funcultura por acreditarem na força desta arte. Ao financiar este projeto, a Secult demonstra compreender que o público PCD é, antes de tudo, um público consumidor e merecedor de arte e entretenimento de qualidade.

A primeira semente foi plantada. Que o universo de Jorginho continue se expandindo, voando das páginas e das telas para os corações de milhares de famílias pelo Brasil afora!

Para conhecer mais sobre as obras e apoiar as próximas temporadas, acompanhe o Instagram do Mundobrel e inscreva-se no nosso Canal no YouTube.

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Aerobrel: Ataque Zumbi: Quando a Matemática Salva Vidas (Uma Experiência de Áudio e Imersão)

O Aerobrel: Ataque Zumbi é uma criação do Núcleo Estadual de Apoio Pedagógico à Inclusão Escolar (NEAPIE), ligado à SRE Cariacica da SEDU-ES, e é produzido pelo Mundobrel com coordenação de Elaine Cristina, pedagoga do Neapie.

O apocalipse zumbi chegou na escola… e trouxe o planejamento de aula junto! 🧟‍♂️ Baixe o Aerobrel: Ataque Zumbi e receba sequências didáticas prontas para: Sala de Aula Regular: Inclusão total e trabalho em grupo. AEE: Foco técnico em Braille (Português) e Soroban (Matemática). 

Descubra o novo jogo narrativo do Mundobrel que transforma a resolução de problemas do ENEM em uma jornada de sobrevivência acessível para cegos e videntes.

O Apocalipse Chegou à Sala de Aula!

O Real Acabou. Bem-vindo à Era do ZUM.

Imagine um mundo onde o Real não é mais a moeda oficial do Brasil, mas sim os ZUNS. O apocalipse zumbi chegou e, neste cenário caótico, sua visão pode não ser suficiente: você precisará se guiar puramente pela audição para encontrar o caminho até o Aerobrel e embarcar no voo de resgate.

Aqui está o desafio: o embarque no voo de resgate é gratuito, mas o assento na Van que te levará em segurança até lá, não. A passagem custa caro, e o motorista não aceita promessas. Para conseguir os ZUNS necessários para pagar a viagem e se livrar das hordas de zumbis, você e seus alunos precisarão resolver problemas matemáticos desafiadores.

Se no primeiro Aerobrel nós decolamos rumo à educação financeira bilíngue, nesta nova aventura nós mergulhamos no Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) com um foco total na acessibilidade auditiva e tátil com foco nos alunos com deficiência visual.

O Que é o Aerobrel: Ataque Zumbi?

Diferente do jogo original focado na sintaxe visual da Libras, o Ataque Zumbi é uma experiência audio-narrativa. O jogo utiliza um tabuleiro tátil e uma série de Cartas de Áudio (dubladas e roteirizadas) que guiam os grupos por um cenário pós-apocalíptico.O objetivo é claro: acumular 45.000 ZUNS (Z$) resolvendo adaptações de questões do ENEM 2024. Errar um cálculo não significa apenas perder dinheiro; significa perder tempo e ficar mais perto dos zumbis.

A Inclusão Pelo Outro Sentido: O Foco no Aluno DV

Enquanto o primeiro jogo transformava o aluno surdo em protagonista, o Ataque Zumbi inverte a lógica da sala de aula tradicional visual:

  1. Ouvir é Sobreviver: As pistas, a narrativa e os problemas matemáticos são apresentados via áudio (com legendas acessíveis). Isso coloca o aluno com deficiência visual (DV) em pé de igualdade, ou até em vantagem, em relação aos colegas videntes, valorizando sua memória auditiva.
  2. Soroban como Tecnologia de Ponta: No jogo, calculadoras eletrônicas “não funcionam” no mundo pós-apocalíptico. O Soroban (ábaco japonês) é apresentado como a única tecnologia confiável, e o aluno DV se torna o especialista que ensina a turma a operá-lo.
  3. Braille e Tato: Cartas com marcação tátil (realizadas pelo professor especialista em deficiência visual) e o uso da reglete para criar “diários de bordo” integram a prática do Braille à mecânica do jogo de forma lúdica.

Como Aplicar em Sala de Aula?

O jogo foi desenhado para ser flexível e colaborativo:

  • Na Sala Regular (Colaboração): A turma é dividida em grupos. Alunos que avançam mais rápido na trilha podem ser contratados como “Consultores” pelos grupos que estão com dificuldade. Eles cobram ZUNS pela ajuda, criando uma dinâmica real de economia e solidariedade.
  • No AEE (Atendimento Especializado): O jogo se desdobra em sessões específicas. Numa aula, o foco é Língua Portuguesa (escuta ativa e síntese narrativa na reglete). Na outra, o foco é Matemática (uso intensivo do Soroban para resolver os desafios financeiros e geométricos das cartas).

O Que Seus Alunos Vão Encontrar?

  • Narrativa Imersiva: personagens como o padre Marcelo, que espera que a cura dos zumbis chegue à sua igreja, e Joana, que vende oxigênio e precisa de ajuda com cálculos de volume.
  • Matemática Real: Nada de contas abstratas. Eles usarão geometria espacial, progressões e escalas para resolver problemas práticos de sobrevivência.
  • Educação Financeira: A gestão dos ZUNS para pagar a Van ensina sobre poupança, prioridades e custos de oportunidade.

Está pronto para transformar sua aula de matemática em uma missão de resgate inclusiva?

Foco na Praticidade (Para o Professor que quer tudo pronto)

Planejamento de Aula Pronto? Temos!

Chega de quebrar a cabeça tentando adaptar atividades isoladas. O Aerobrel: Ataque Zumbi já vem com Sequências Didáticas Completas para aplicação imediata!

Na Sala Regular: Um plano de aula colaborativo onde cegos e videntes jogam juntos, usando o Soroban e a lógica para sobreviver.

Professor regente, plano de aula está aqui, há um clique de distância.

No AEE: Planos específicos para desenvolver a escrita em Braille (Português).

Professor especialista, aqui está o seu plano de aula pronto.

No AEE: Planos específicos para desenvolver o cálculo no Soroban (Matemática) usando a narrativa do jogo. 

Os resumos narrativos estão aqui, para serem lidos pelo Professor ou Consultor quando um grupo avança casas e pula uma carta.

Para jogar, utilize os QR Codes das cartas ou ouça a narração completa nos vídeos a seguir.

Para conhecer mais estratégias de educação inclusiva e gamificação, acompanhe nosso trabalho. Siga o perfil no Instagram e inscreva-se no YouTube para transformar sua sala de aula com nossas metodologias.

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